<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:admin="http://webns.net/mvcb/" xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/">
	<channel>
		<title>CASOS, CONTOS, E ID&#201;IAS</title>
		<link>http://casoscontoseideias.blog.terra.com.br</link>
		<description>Olhar o mundo &#233;, necessariamente, uma obra que s&#243; os sem venda podem executar.</description>
		<language>pt-BR</language>
		<docs>http://backend.userland.com/rss</docs>
		<admin:generatorAgent rdf:resource="www.terra.com.br"/>
		<ttl>60</ttl>
		<guid isPermaLink="false">@</guid>
		<category>Artes</category>
		<item>
			<title>MANDARAM MATAR (PEL)O AMOR</title>
			<link>http://casoscontoseideias.blog.terra.com.br/mandaram_matar_pel_o_amor</link>
			<pubDate>17.11.08</pubDate>
			
			<description>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; 
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Amar mata. Amar suicida. Amar sequestra. O mundo nos manda amar, e o que fazemos com o amor? Odiamos o ser amado. Isso mesmo. Amamos por anos, meses, semanas, dias. Por fim, se &#233; que existe um fim, mata-se o amor e o ser amado.
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Note a vida ao seu redor. Mataram o amor. Colocaram romance. Colocaram aventura. Colocaram um desespero pela paix&#227;o. Quando o amor &#233; a pura e simples forma de olhar nos olhos do outro e entender que as batidas do cora&#231;&#227;o falam.
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Mandaram amar o amor. Bobagem, besteira. Amar &#233; al&#233;m de se matar ou matar quando dizem haver um fim. Amar &#233; al&#233;m de apenas amar. Amar &#233; entender o que &#233; o amor. Se perguntarem para mim, n&#227;o saberei a resposta. Mas amar &#233; algo que se aprende, n&#227;o se ensina.</description>
			</item>
		<item>
			<title>O REAL SONHO DA REALIDADE</title>
			<link>http://casoscontoseideias.blog.terra.com.br/o_real_sonho_da_realidade</link>
			<pubDate>30.10.08</pubDate>
			
			<description>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Uma bolha sobe no copo, esvai-se pelo ar. O telefone toca. Uma rouca voz diz oi, desconhe&#231;o a rouquid&#227;o. Pergunta se sei um n&#250;mero, pergunto quem ronca. Entre os roncos, roubo um gole da &#225;gua. Pe&#231;o desculpas, n&#227;o sei o n&#250;mero. Desligo. &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Ligo a televis&#227;o, o r&#225;dio e a internet. Procuro algumas informa&#231;&#245;es sobre g&#225;s, mas precisamente gases. Ali&#225;s, libero-os de mim. Na televis&#227;o uma reportagem sobre a reserva tupiniquim, no r&#225;dio um coment&#225;rio sobre gastos e na internet, nada. &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; O telefone toca novamente, o g&#225;s salta, outro sai, a rouquid&#227;o fala, a televis&#227;o fala, o r&#225;dio comenta, eu me desespero. Desligo tudo, desligo-me. Saio do mundo. Enfim, desperto. </description>
			</item>
		<item>
			<title>FICOU COMO L&#193;</title>
			<link>http://casoscontoseideias.blog.terra.com.br/ficou_como_la</link>
			<pubDate>21.10.08</pubDate>
			
			<description>&#160;
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Oito mil pessoas extasiadas, hesitando entender. Oito mil caladas, como se um tiro na boca as tivesse calado. Oito mil pessoas, dezesseis mil olhos a derramar l&#225;grimas, rezam e aplaudem. &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; As oito mil choram como se tivessem ficado presas por 100 longas e seguidas horas com uma arma na cabe&#231;a. As oito mil pessoas se seq&#252;estraram. Outras tantas mais se seq&#252;estraram em frente &#224; televis&#227;o, &#224; manchete, ao auto-falante do r&#225;dio. &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Ningu&#233;m se mexia, assim como l&#225;. Ningu&#233;m vivia, assim como l&#225;. Arma, gatilho. Grito. Choro, tiro. Explos&#227;o. Todos morreram, todos contam que morreram. Ficaram todos a chorar. A manchete ficou no lixo, o &#225;udio se esqueceu em algum lugar, as imagens foram para o arquivo. Morreu mais uma hist&#243;ria. </description>
			</item>
		<item>
			<title>PENSAMENTOS DE MINHA CARTOLA</title>
			<link>http://casoscontoseideias.blog.terra.com.br/pensamentos_de_minha_cartola</link>
			<pubDate>12.10.08</pubDate>
			
			<description>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; 
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Foge-me a inspira&#231;&#227;o, o rio est&#225; seco, o sol n&#227;o vem n&#227;o. Vivo esperando o novo dia. Quero assistir o sol nascer. Uma esperan&#231;a vaga. O sol colorindo &#233; t&#227;o lindo e, l&#225; no morro, que beleza! Depois que eu me encontrar, pois meus caminhos est&#227;o sem vida, com certeza devo chorar. &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Preste aten&#231;&#227;o, o mundo &#233; um moinho. Porque tudo no mundo acontece. Eu, por exemplo, vi a mocidade perdida. Devemos pensar em depois, devemos trocar id&#233;ias, afinal em pouco tempo n&#227;o ser&#225;s mais o que &#233;s. Se algu&#233;m, por mim, perguntar, diga que eu s&#243; vou voltar quando estas cordas de a&#231;o e este min&#250;sculo bra&#231;o, com raiva, para os c&#233;us se levantar. &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Deixe-me ir, preciso andar para ver os meus olhos tristonhos. Preciso correr, olhar o c&#233;u. Chorar, disfar&#231;ar e chorar. Para ent&#227;o voltar ao lar para viver em paz e, enfim, ver o verde com c&#233;u azul a esperan&#231;a. </description>
			</item>
		<item>
			<title>CAIU, DESPENCOU, EST&#193; NO CH&#195;O</title>
			<link>http://casoscontoseideias.blog.terra.com.br/caiu_despencou_esta_no_chao</link>
			<pubDate>30.09.08</pubDate>
			
			<description>&#160;
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; O garoto gritava: &#8220;caiu, despencou, est&#225; no ch&#227;o&#8221;, quando algu&#233;m olhava, um poss&#237;vel cliente, ele dizia: &#8220;o pre&#231;o&#8221;. O garoto, esperto, n&#227;o deixava o cliente fugir. Chegava perto, preparava os olhos para pedir perd&#227;o pela sua ignor&#226;ncia e sussurrava estar sem dinheiro para ajudar o irm&#227;o mais novo que sofria. &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Do outro lado da cal&#231;ada, despencavam corpos. Um gritava, assustado e insistentemente, o n&#250;mero nove. Outro, na cal&#231;ada entre os corpos, andava apressadamente de um lado para outro, com um livro na m&#227;o, a profetizar que o fim dos tempos estava perto, que o congresso divino n&#227;o aprovaria toda aquela desgra&#231;a e a &#250;nica coisa que cairia do c&#233;u seriam as l&#225;grimas dos senhores. &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; O garoto, espantado, correu aos bra&#231;os de seus pais. Tristes de ver o filho tremendo, os pais o acalmaram explicando que n&#227;o importava o que acontecesse, eles seriam sempre pobres. O filho, revoltado, foi assaltar os antigos, pr&#243;speros, clientes. Deles conseguiu tirar a dignidade e a esperan&#231;a. </description>
			</item>
			</channel>
</rss>